Seja Bem-Vindo

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ouro Bruto





Do tom do mel,
a iris dos meus olhos transformou-se
em cor de argila,
ocre do mar em dias de sol
no final de tarde,
ao contato da tua pele,
pelo teu tato,
em ouro bruto,

queima,
arde,

nem aurora ou ocaso,
agora, em pleno meio dia,
[sobre a mesa o almoço esfria]

tua voz lanceolada a quebrar meu cotidiano,
metálica
ecoa com brunido,
metal polido

língua,
céu da boca,
roçar de corpos, cetim,

sem pudor, nem tento conter tua mão:
de pura seda fica nossa pele,
seda-me,
nenhum senão,
transgressores desatinados,
barcos no mar em tormenta
levitamos

em câmera lenta.


(Imagem:óleo sobre tela de Marlene Edir Severino)
Outubro, 06 de 2011

11 comentários:

  1. Delícia de poema, heim!

    Beijo, querida.

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  2. Boa noite querida!
    Sublime Mailene!
    Seda pura!
    Beijos,
    Carla
    :D

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  3. Ouro bruto derretendo em pele.

    Muito intenso!

    Beijo, amiga.

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  4. No amor tudo deve ser lento

    até o levitar

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  5. Muito linda sua postagem
    já fazia algum tempo que não passava aqui.
    Fiquei muito feliz de passar aqui hoje.
    Uma feliz semana beijos.
    Evanir

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Marlene

    Às vezes, é bom deixar o almoço esfriando sobre a mesa... o banquete do amor não sabe esperar!


    Lindo!
    Bjão

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  8. Envolvente, delicioso, mágico... como uma onda sinuosa e lenta que percorre toda a extensão do corpo acariciando os desejos, saciando a fome de vida, arrepiando a pele ardente...
    Adoro tua poesia, teu toque sempre delicado, sensual, personalíssimo.
    Beijokas e um lindo domingo.

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  9. tecendo meus pontos chego aqui no teu blog. Poema e poesia se abraçam, interessantíssimo.

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  10. maravilha este suspiro lírico!!!
    beijinho!

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