Seja Bem-Vindo

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Vento Sopra Espinhos




Mudo,
teu sorriso
cala mais forte
no silêncio da casa.

Que cor alimenta o branco papel?
Escondidas todas as asas

e lá fora, o vento
não traz nenhum poema,
apenas sopra espinhos,
alonga longitudes.

Fica esse esquecimento
na pele do vento:
a casa, esse corpo,
toscas palavras.

Mais nada.

(Imagem: fotografia de Marlene Edir Severino)
Dezembro, 13 de 2011

5 comentários:

  1. Que imagens lindíssimas, que poema bem desenvolvido. E como é bom ler um texto tão bem escrito...

    Parabéns, minha amiga (andas cada vez mais inspirada).

    beijo.

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  2. "E com o vento, alem dos espinhos, tambem voam as palavras, onde me perco e nao consigo escrever mais nada..."

    Boa noite, adoro interargir contigo...bjinhos

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