Seja Bem-Vindo

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sábado, 12 de março de 2011

Imensidão de Coisas



E agora
estas palavras todas a pairar
e tantas
soltas entre nós,
tantos segredos,
imensidão de coisas
que não dizemos e são muitas
e tantas
e nem mesmo sabemos
se esse tempo todo
ou se ao menos algum
ainda teremos pra dizer,
então,

diz-me

com tua alma,
assim,
pactuado, desse jeito mesmo,
silencioso sopro exalado
da tuberosa raiz às intempéries
chuva, vento,
tempestades, tantas alternâncias
das marés daqui

a sedimentarem-se no tempo
a procura de sinais,
olhos na linha do horizonte, ao vento,
estrelas, firmamento,
com todos os sentidos
aos enigmas fico atenta a desvendar:

diz-me, então,

se apenas é o eco do meu chamado,
se me respondes,
ou se tua é a voz que ouço
a me chamar...

(Imagem: aquarela de Marlene Edir Severino)
Março, 12 de 2011 – 12h02

3 comentários:

  1. é o mundo então se monta
    é de grã em grão
    de pé com pé
    é assim que se é
    que os roched0os são de areia
    que é na borda que se passeia
    e no profundo que se mergulha.

    Lindo, lindo!

    Abraços, flores e estrelas...

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  2. Interessante. Hoje, com uma pessoa, disse Imensidão de coisas.
    E adorei dizê-las.

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  3. Encantador esse sentimento que perpassa as palavras, um amor em botão, à espera de florescer, mas sobretudo o ritmo imprimido ao poema e a súmula na última estrofe... surpreendente!

    L.B.

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