Seja Bem-Vindo

Seja Bem-Vindo

quinta-feira, 28 de maio de 2015



Limite do outono

Acho que foi o vento
que fez a curva
sobre o telhado da varanda
e no varal

entrelaçou as roupas
bateu venezianas
folhas varridas
e abandonadas pela grama

Abrupto
entrou janela adentro
rasgos de frio
um cheiro

imensidão de pensamentos

furtiva voz
sussurro
quase lamento

Fragmentado sentimento

Acho que foi o vento


Maio, 28 de 2015
Fotografia, Sidarta

12 comentários:

  1. Muito gracioso o vento me encanta também

    ResponderExcluir
  2. MARLENE,

    consegui,então vamos ao comentário:


    Se foi assim, irei torcer para que, estes ventos nas outras estações, façam os mesmos!

    Não dá para ser feliz somente no outono, pois, somos muito maiores do que isto e, no verão misturado ao sol que ele venha, no inverno entre frio de bater dentes ele esteja também, presente e na primavera, entre o encantamento das flores sugadas por ansiosos colibris, você também o sinta!

    Sentir na pele, sentir na alma.

    Viver é necessário quando a felicidade nos completa em todas as estações do ano, todos os anos...

    Você acha que foi o vento, eu também acho que o vento do amor anda por aí balançando as roupas deste varal de felicidade que torço para ser sempre o mesmo em generosidade.

    Um abração carioca e curta o vento neste fim de semana e, no outro,no outro,no outro...

    ResponderExcluir
  3. Un felice Natale a te e alle persone a te care.

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  5. Sopra, invisível, feito ente intocável. Sopra de qualquer direção para um lugar qualquer. Sopra porque tem que soprar, porque o vento é como um sentimento. Passa, mas nunca sem sentido. Poetiza das coisas fugidias do quintal mundo, obrigado por mais uma poesia que transforma o comum num mágico instante. bj

    ResponderExcluir
  6. “O que quer que ames ama-te”
    Com o teu amor
    Acendeste-me a luz da alma
    Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar

    Tenho um sol inteiro
    Um castelo altaneiro
    A saudade do amor primeiro
    Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo

    Doce beijo


    ResponderExcluir
  7. Sei desses ventos... gosto quando surgem mesmo que deixem algum rastro mais tarde, algum rastro dizendo que não foi um bom vento ou uma boa ideia segui-lo, mas mesmo assim, gosto e os quero...

    Um abraço,

    Suzana Guimarães, Lily.

    P.S.: Não me dei conta de que era o seu blog. Estava no Primeira Pessoa quando vi o título que me atraiu...

    ResponderExcluir
  8. Nessuno può tornare indietro per cambiare quello che è stato. Ma oggi abbiamo la possibilità di lavorare nel presente per rendere il 2017 il futuro che sogniamo. Felice anno nuovo!

    ResponderExcluir