O calor
interminável
deste verão
tem me deixado assim
fadiga
cansaço
Ficar
em pedaços
Corar a pele
em bronze
sem sair
do ar refrigerado
do quarto
Mirar o céu
sol a pino
nenhuma nuvem ou vento
não chove
faz tempo
Tudo extenua
excesso de luz
não me transpassa
Esbarra
na tosca luminosidade
que me habita
Rabisco
algumas frases
que risco
Nenhum poema
orbita
Fevereiro,
09 de 2014
Fotografia, Sidarta



