É pouco o movimento,
tão cedo,
o dia mal começa
poucos veículos trafegam,
pedestres sem pressa
e o cheiro de relva no ar,
exala frescor,
promessa.
No caminho de saliências, reentrâncias,
velha árvore expõe a raiz,
desvia o trajeto.
Tantas folhas se acumulam
esquecidas pelo vento nos rebaixos,
na ondulação da calçada,
na pedra que se destaca,
mesmo sendo tão igual.
Incógnito dia nessa manhã:
até no vento,
vagos desenhos no céu
quando sopra nuvens,
no meu olhar distante
ao traço que separa o céu do oceano.
Ficou mais longe hoje
o horizonte?
Maio, 08 de 2012
Fotografia, Sidarta