Não é somente um poema. Nasceu num momento de recolhimento no intrínseco quintal, sobrevoou nas asas de alguma borboleta ultrapassou limites, noutras galáxias, quem sabe, um pouco mais além e transcendeu... Além do Quintal!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Um Tom de Sépia
A tarde finda
pátina
vibram todos os sinos de vento
e um esqueleto de folha flutua no ar
em desalento,
bate a janela.
Azinhavre,
ferrugem.
A dobradiça emperra.
Veloz,
o vento deixa outra folha
inerte no marrom da grama.
A tarde escorre,
nem dia é mais.
Sépia na paleta.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Estrela do Norte

A fruta sobre a mesa,
o ruído da água que ferve na chaleira
(não tolero cafeteira),
o cheiro do café exala
e o sol nascendo
tinge as nuvens a leste,
mas permanece ainda no céu
a estrela matutina.
E o norte?
Tão cedo assim
é curto o pensamento
e o dia é um enigma:
resta algum silêncio da noite,
a rua mal acorda
e o apelo do café coado
ordena que se sorva o instante!
(Fotografia de Marlene Edir Severino)
Janeiro, 14 de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Toque
sábado, 17 de dezembro de 2011
Do Céu Deste Sábado
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O Vento Sopra Espinhos

Mudo,
teu sorriso
cala mais forte
no silêncio da casa.
Que cor alimenta o branco papel?
Escondidas todas as asas
e lá fora, o vento
não traz nenhum poema,
apenas sopra espinhos,
alonga longitudes.
Fica esse esquecimento
na pele do vento:
a casa, esse corpo,
toscas palavras.
Mais nada.
(Imagem: fotografia de Marlene Edir Severino)
Dezembro, 13 de 2011
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