
A fruta sobre a mesa,
o ruído da água que ferve na chaleira
(não tolero cafeteira),
o cheiro do café exala
e o sol nascendo
tinge as nuvens a leste,
mas permanece ainda no céu
a estrela matutina.
E o norte?
Tão cedo assim
é curto o pensamento
e o dia é um enigma:
resta algum silêncio da noite,
a rua mal acorda
e o apelo do café coado
ordena que se sorva o instante!
(Fotografia de Marlene Edir Severino)
Janeiro, 14 de 2012


